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<!--Generated by Squarespace Site Server v5.11.81 (http://www.squarespace.com/) on Fri, 10 Feb 2012 10:34:53 GMT--><feed xmlns="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"><title>Escritos</title><subtitle>Escritos</subtitle><id>http://www.buenaonda.art.br/escritos/</id><link rel="alternate" type="application/xhtml+xml" href="http://www.buenaonda.art.br/escritos/"/><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.buenaonda.art.br/escritos/atom.xml"/><updated>2011-07-19T16:08:30Z</updated><generator uri="http://www.squarespace.com/" version="Squarespace Site Server v5.11.81 (http://www.squarespace.com/)">Squarespace</generator><entry><title>Ramon Goulart em Fontes de Vida</title><id>http://www.buenaonda.art.br/escritos/2011/7/19/ramon-goulart-em-fontes-de-vida.html</id><link rel="alternate" type="text/html" href="http://www.buenaonda.art.br/escritos/2011/7/19/ramon-goulart-em-fontes-de-vida.html"/><author><name>BuenaOnda</name></author><published>2011-07-19T11:57:49Z</published><updated>2011-07-19T11:57:49Z</updated><content type="html" xml:lang="pt-BR"><![CDATA[<p id="internal-source-marker_0.6857118441257626" dir="ltr"><span>FONTES DA VIDA &ndash; Electro-Soul</span></p>
<p dir="ltr"><span>Ramon Goulart</span></p>
<p dir="ltr">&nbsp;</p>
<p dir="ltr"><span><span class="full-image-block ssNonEditable"><span><img style="width: 400px;" src="http://www.buenaonda.art.br/storage/imagens_trabalhos/FONTESDAVIDA.jpg?__SQUARESPACE_CACHEVERSION=1311091694075" alt="" /></span></span></span></p>
<p><span>Eu sei, sei que demorei muito para come&ccedil;ar a gravar meu 3&ordm; CD autoral. Muitas coisas aconteceram. E &eacute; isto que quero compartilhar com voc&ecirc; agora.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Era o final do ano de 2009 e eu estava de fato cansado... Imagino que esta palavra n&atilde;o soe nada nada original. Mas confesso, eu estava realmente cansado, desanimado. Enfim, neste inter&iacute;m, j&aacute; t&iacute;nhamos lan&ccedil;ado o CD MPBblack Vol2 (Gravado na Mocidade da Lagoinha em Bhte/MG) e dentro de mim eu j&aacute; tinha tomado uma decis&atilde;o: n&atilde;o mexeria mais com composi&ccedil;&otilde;es, grava&ccedil;&otilde;es, arranjos e etc. Apenas produziria Cds para outras pessoas. Nesta &eacute;poca eu j&aacute; estava decidido a fazer isto. Era Janeiro de 2010 (eu j&aacute; come&ccedil;ava a minha primeira produ&ccedil;&atilde;o profissional, que era o CD da cantora D&eacute;bora Barros. Minha parceria estava firmada com nada mais nada menos que Diel Oliveira (T&eacute;cnico de som do David Quilam), enfim o cara.</span></p>
<p dir="ltr"><span>E falei pra ele da minha decis&atilde;o. Ele n&atilde;o concordou e falou que eu deveria escutar algumas coisas mais comerciais mas na minha praia, soul... ele achava que eu deveria escutar umas coisas mais atuais, e me passou alguns nomes.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Relutante os peguei mas no come&ccedil;o n&atilde;o ouvi nada. Passado alguns meses, eu todo este assunto j&aacute; estava resolvido para mim. Foi quando numa noite, eu sonhei que eu estava assentado em baixo de uma &aacute;rvore, eu acho que era uma palmeira. E tocava e cantava uma m&uacute;sica ao mesmo tempo que chorava muito. Acordei com a camisa molhada, rosto molhado e cantando a m&uacute;sica.</span></p>
<p><span>Sa&iacute; da cama, fui para a sala peguei meu viol&atilde;o e escrevi a m&uacute;sica toda. Nem cifrei ela. O nome da m&uacute;sica? FONTES DA VIDA.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Imediatamente me lembrei do texto, "Guarda o teu cora&ccedil;&atilde;o porque dele procedem as fontes da Vida". Prov&eacute;rbios 4:23.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p dir="ltr"><span>Mostrei pra minha esposa, mostrei pro Diel, e eu entendi que era um sinal de Deus para que eu n&atilde;o parasse de compor e gravar. Da&iacute; come&ccedil;aram a vir todas as m&uacute;sicas, e esta m&uacute;sica deu nome ao meu novo Cd que estou produzindo juntamente com o Diel Oliveira e Andr&eacute; Martins no Est&uacute;dio F&aacute;brica Produ&ccedil;&otilde;es aqui em Bhte.</span></p>
<p><br /><span>A praia do Cd &eacute; fruto do que andei ouvindo e percebendo das &uacute;ltimas tend&ecirc;ncias. Mistura o black e o soul, com recursos eletr&ocirc;nicos da&iacute; o nome que batizei: ELECTRO-SOUL.</span><br /><span><br class="kix-line-break" />Deus &eacute; fiel!<br class="kix-line-break" />Para voc&ecirc; ver o que j&aacute; temos feito acesse os links abaixo:<br class="kix-line-break" />Making Off 1:&nbsp;</span><a href="http://www.youtube.com/watch?v=-EBUM19RG2w&amp;feature=related"><span>http://www.youtube.com/watch?v=-EBUM19RG2w&amp;feature=related</span></a><span><br class="kix-line-break" />Making Off2:&nbsp;</span><a href="http://www.youtube.com/watch?v=8KjPyvAwpik"><span>http://www.youtube.com/watch?v=8KjPyvAwpik</span></a><span><br class="kix-line-break" /><br class="kix-line-break" />Em breve mais novidades. Paz e Arte<br class="kix-line-break" />Ramon Goulart</span></p>]]></content></entry><entry><title>Tuta Moraes lança seu segundo CD, “Caminhada”.</title><id>http://www.buenaonda.art.br/escritos/2011/4/4/tuta-moraes-lanca-seu-segundo-cd-caminhada.html</id><link rel="alternate" type="text/html" href="http://www.buenaonda.art.br/escritos/2011/4/4/tuta-moraes-lanca-seu-segundo-cd-caminhada.html"/><author><name>BuenaOnda</name></author><published>2011-04-04T14:11:58Z</published><updated>2011-04-04T14:11:58Z</updated><content type="html" xml:lang="pt-BR"><![CDATA[<div id="_mcePaste">Depois de uma longa jornada, Tuta acaba de lan&ccedil;ar seu segundo CD, &ldquo;Caminhada&rdquo;. O novo trabalho deste violonista, cantor e compositor tr&aacute;s doze musicas in&eacute;ditas, que falam de suas experi&ecirc;ncias pessoais vividas nestes &uacute;ltimos anos, resultando em um disco verdadeiro.&nbsp;</div>
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<div id="_mcePaste">Musicalmente desta vez ele abre mais espa&ccedil;o ao pop-rock e a MPB, mostrando influencias anteriormente menos conhecidas de sua forma&ccedil;&atilde;o musical. J&aacute; suas letras est&atilde;o mais profundas e marcantes, trazendo a esperan&ccedil;a de algu&eacute;m que vive na depend&ecirc;ncia di&aacute;ria do seu Deus.</div>
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<div id="_mcePaste">O disco tem a participa&ccedil;&atilde;o de um time de primeira linha, com a participa&ccedil;&atilde;o de mais de vinte m&uacute;sicos, al&eacute;m de uma produ&ccedil;&atilde;o musical cuidadosa, que confere uma sonoridade nova e envolvente a este rec&eacute;m lan&ccedil;ado trabalho. O mesmo cuidado foi dado ao encarte, com bel&iacute;ssimas ilustra&ccedil;&otilde;es, todo feito em papel especial, muito diferenciado, marca registrada dos discos do Selo Buena Onda.</div>
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<div id="_mcePaste">Este lan&ccedil;amento marca tamb&eacute;m a estr&eacute;ia do novo site do Tuta, que fica no mesmo endere&ccedil;o do anterior, www.tutamoraes.com.br mas agora totalmente repaginado, em sintonia com o disco, espa&ccedil;o interativo onde os visitantes podem ouvir as musicas do novo CD, assistir a v&iacute;deos, e conferir as fotos da grava&ccedil;&atilde;o, alem de textos e muitas outras curiosidades exclusivas.</div>
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<div id="_mcePaste">&ldquo;Caminhada&ldquo; j&aacute; est&aacute; a venda e pode ser adquirido no site do disco.</div>
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<div id="_mcePaste">O disco tem a participa&ccedil;&atilde;o de um time de primeira linha, com a participa&ccedil;&atilde;o de mais de vinte m&uacute;sicos, al&eacute;m de uma produ&ccedil;&atilde;o musical cuidadosa, que confere uma sonoridade nova e envolvente a este rec&eacute;m lan&ccedil;ado trabalho. O mesmo cuidado foi dado ao encarte, com bel&iacute;ssimas ilustra&ccedil;&otilde;es, todo feito em papel especial, muito diferenciado, marca registrada dos discos do Selo Buena Onda.</div>
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<div id="_mcePaste">Este lan&ccedil;amento marca tamb&eacute;m a estr&eacute;ia do novo site do Tuta, que fica no mesmo endere&ccedil;o do anterior, www.tutamoraes.com.br mas agora totalmente repaginado, em sintonia com o disco, espa&ccedil;o interativo onde os visitantes podem ouvir as musicas do novo CD, assistir a v&iacute;deos, e conferir as fotos da grava&ccedil;&atilde;o, alem de textos e muitas outras curiosidades exclusivas.</div>
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<div id="_mcePaste">O disco tem a participa&ccedil;&atilde;o de um time de primeira linha, com a participa&ccedil;&atilde;o de mais de vinte m&uacute;sicos, al&eacute;m de uma produ&ccedil;&atilde;o musical cuidadosa, que confere uma sonoridade nova e envolvente a este rec&eacute;m lan&ccedil;ado trabalho. O mesmo cuidado foi dado ao encarte, com bel&iacute;ssimas ilustra&ccedil;&otilde;es, todo feito em papel especial, muito diferenciado, marca registrada dos discos do Selo Buena Onda.</div>
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<div id="_mcePaste">Este lan&ccedil;amento marca tamb&eacute;m a estr&eacute;ia do novo site do Tuta, que fica no mesmo endere&ccedil;o do anterior, www.tutamoraes.com.br mas agora totalmente repaginado, em sintonia com o disco, espa&ccedil;o interativo onde os visitantes podem ouvir as musicas do novo CD, assistir a v&iacute;deos, e conferir as fotos da grava&ccedil;&atilde;o, alem de textos e muitas outras curiosidades exclusivas.</div>
<p>Tuta Moraes lan&ccedil;a seu segundo CD, &ldquo;Caminhada&rdquo;.<br />Depois de uma longa jornada, Tuta acaba de lan&ccedil;ar seu segundo CD, &ldquo;Caminhada&rdquo;. O novo trabalho deste violonista, cantor e compositor tr&aacute;s doze musicas in&eacute;ditas, que falam de suas experi&ecirc;ncias pessoais vividas nestes &uacute;ltimos anos, resultando em um disco verdadeiro.&nbsp;<br />Musicalmente desta vez ele abre mais espa&ccedil;o ao pop-rock e a MPB, mostrando influencias anteriormente menos conhecidas de sua forma&ccedil;&atilde;o musical. J&aacute; suas letras est&atilde;o mais profundas e marcantes, trazendo a esperan&ccedil;a de algu&eacute;m que vive na depend&ecirc;ncia di&aacute;ria do seu Deus.<br />O disco tem a participa&ccedil;&atilde;o de um time de primeira linha, com a participa&ccedil;&atilde;o de mais de vinte m&uacute;sicos, al&eacute;m de uma produ&ccedil;&atilde;o musical cuidadosa, que confere uma sonoridade nova e envolvente a este rec&eacute;m lan&ccedil;ado trabalho. O mesmo cuidado foi dado ao encarte, com bel&iacute;ssimas ilustra&ccedil;&otilde;es, todo feito em papel especial, muito diferenciado, marca registrada dos discos do Selo Buena Onda.<br />Este lan&ccedil;amento marca tamb&eacute;m a estr&eacute;ia do novo site do Tuta, que fica no mesmo endere&ccedil;o do anterior, www.tutamoraes.com.br mas agora totalmente repaginado, em sintonia com o disco, espa&ccedil;o interativo onde os visitantes podem ouvir as musicas do novo CD, assistir a v&iacute;deos, e conferir as fotos da grava&ccedil;&atilde;o, alem de textos e muitas outras curiosidades exclusivas.<br />&ldquo;Caminhada&ldquo; j&aacute; est&aacute; a venda e pode ser adquirido no site do disco.<br />O disco tem a participa&ccedil;&atilde;o de um time de primeira linha, com a participa&ccedil;&atilde;o de mais de vinte m&uacute;sicos, al&eacute;m de uma produ&ccedil;&atilde;o musical cuidadosa, que confere uma sonoridade nova e envolvente a este rec&eacute;m lan&ccedil;ado trabalho. O mesmo cuidado foi dado ao encarte, com bel&iacute;ssimas ilustra&ccedil;&otilde;es, todo feito em papel especial, muito diferenciado, marca registrada dos discos do Selo Buena Onda.<br />Este lan&ccedil;amento marca tamb&eacute;m a estr&eacute;ia do novo site do Tuta, que fica no mesmo endere&ccedil;o do anterior, www.tutamoraes.com.br mas agora totalmente repaginado, em sintonia com o disco, espa&ccedil;o interativo onde os visitantes podem ouvir as musicas do novo CD, assistir a v&iacute;deos, e conferir as fotos da grava&ccedil;&atilde;o, alem de textos e muitas outras curiosidades exclusivas.<br />O disco tem a participa&ccedil;&atilde;o de um time de primeira linha, com a participa&ccedil;&atilde;o de mais de vinte m&uacute;sicos, al&eacute;m de uma produ&ccedil;&atilde;o musical cuidadosa, que confere uma sonoridade nova e envolvente a este rec&eacute;m lan&ccedil;ado trabalho. O mesmo cuidado foi dado ao encarte, com bel&iacute;ssimas ilustra&ccedil;&otilde;es, todo feito em papel especial, muito diferenciado, marca registrada dos discos do Selo Buena Onda.<br />Este lan&ccedil;amento marca tamb&eacute;m a estr&eacute;ia do novo site do Tuta, que fica no mesmo endere&ccedil;o do anterior, www.tutamoraes.com.br mas agora totalmente repaginado, em sintonia com o disco, espa&ccedil;o interativo onde os visitantes podem ouvir as musicas do novo CD, assistir a v&iacute;deos, e conferir as fotos da grava&ccedil;&atilde;o, alem de textos e muitas outras curiosidades exclusivas.</p>]]></content></entry><entry><title>Carlinhos Veiga e banda gravam DVD</title><id>http://www.buenaonda.art.br/escritos/2010/4/13/carlinhos-veiga-e-banda-gravam-dvd.html</id><link rel="alternate" type="text/html" href="http://www.buenaonda.art.br/escritos/2010/4/13/carlinhos-veiga-e-banda-gravam-dvd.html"/><author><name>BuenaOnda</name></author><published>2010-04-13T19:47:20Z</published><updated>2010-04-13T19:47:20Z</updated><content type="html" xml:lang="pt-BR"><![CDATA[<p><object width="480" height="385"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/bwe5GMG_MFg&hl=en_US&fs=1&"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/bwe5GMG_MFg&hl=en_US&fs=1&" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="480" height="385"></embed></object></p>
<p>Entre os dias 12 e 18 de abril, Carlinhos Veiga e banda estar&atilde;o na cidade hist&oacute;rica goiana de Piren&oacute;polis gravando seu primeiro DVD. Ser&aacute; um registro do trabalho que o grupo tem realizado nos &uacute;ltimos anos em eventos culturais pelo Brasil e exterior. No repert&oacute;rio can&ccedil;&otilde;es dos seis CDs gravados e algumas can&ccedil;&otilde;es novas.</p>
<p>As grava&ccedil;&otilde;es acontecer&atilde;o durante toda a semana mesclando cenas externas, nas ruas da cidade e em fazendas da regi&atilde;o, com os shows programados para os dias 16 e 17, sexta e s&aacute;bado, abertos ao p&uacute;blico. Estes shows acontecer&atilde;o no Cine Pireneus, constru&iacute;do em 1919.</p>
<p>Piren&oacute;polis foi fundada em 1727, na &eacute;poca do ciclo do ouro em Goi&aacute;s. Por v&aacute;rios anos caminhou na vanguarda da arte no estado. No s&eacute;culo 19, quando ainda se chamava Meia Ponte, destacou-se como ber&ccedil;o da m&uacute;sica goiana por meio de v&aacute;rios maestros que ali residiam. Foi nessa cidade tamb&eacute;m que surgiu o primeiro jornal do estado, chamado Matutina Meiapontense. Nesse contexto de efervesc&ecirc;ncia cultural nasceu o artes&atilde;o de obras-primas sacras Veiga Valle, o mais renomado artista da regi&atilde;o. Em 1899 foi constru&iacute;do o Theatro de Piren&oacute;polis e em 1919 o Theatro Pireneus, que em 1936, com a chegada do cinema &agrave; regi&atilde;o, passou a se chamar Cine Pireneus, local que receber&aacute; os shows do DVD.</p>
<p>Duas festas folcl&oacute;ricas principais marcam a cidade: as Cavalhadas, que remontam a guerra entre os mouros e crist&atilde;os, e a Festa do Divino. A sua programa&ccedil;&atilde;o cultural &eacute; intensa, recheada de eventos liter&aacute;rios, musicais nos diversos estilos (instrumentais, populares e eruditos), exposi&ccedil;&otilde;es de artes pl&aacute;sticas e esculturas, al&eacute;m de variadas express&otilde;es de artesanato. No ano de 1997 o centro hist&oacute;rico foi totalmente revitalizado, recuperadas as igrejas, os pr&eacute;dios principais e a antiga ponte de madeira do Rio das Almas. Piren&oacute;polis &eacute; uma cidadezinha linda e aconchegante. Certamente n&atilde;o haveria melhor cen&aacute;rio para esse DVD.</p>
<p>A Toca de Barro Filmes, dos paulistas Davi Juli&atilde;o e Jader Gudin &ndash; criadores do Plataforma, est&aacute; respons&aacute;vel pela produ&ccedil;&atilde;o do v&iacute;deo. O Est&uacute;dio Zero Db, de Goi&acirc;nia, cuidar&aacute; da capta&ccedil;&atilde;o, mixagem, edi&ccedil;&atilde;o e masteriza&ccedil;&atilde;o do &aacute;udio. Somando tudo isso &agrave; m&uacute;sica de Carinhos Veiga e ao cen&aacute;rio esplendoroso de Piren&oacute;polis, pode-se esperar um bom trabalho.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>﻿</p>
<p>Publicado em ( <a title="Ver  todos os posts em &Uacute;ltimas de l&aacute;" href="http://www.ultimato.com.br/blog/category/ultimas_de_la">&Uacute;ltimas de l&aacute;</a>) por <a title="Posts  de Fernanda B. Lobato" href="http://www.ultimato.com.br/blog/author/nanda/">Fernanda B. Lobato</a> &agrave;s 11:22</p>]]></content></entry><entry><title>Milagres de Silvestre</title><id>http://www.buenaonda.art.br/escritos/2009/11/16/milagres-de-silvestre.html</id><link rel="alternate" type="text/html" href="http://www.buenaonda.art.br/escritos/2009/11/16/milagres-de-silvestre.html"/><author><name>BuenaOnda</name></author><published>2009-11-16T16:33:27Z</published><updated>2009-11-16T16:33:27Z</updated><content type="html" xml:lang="pt-BR"><![CDATA[<p><span class="full-image-float-left ssNonEditable"><span><img src="http://www.buenaonda.art.br/storage/imagens_artistas/milagres-capa.jpg?__SQUARESPACE_CACHEVERSION=1258389381945" alt="" /></span></span>Este cd foca o compositor como autor das melodias. Os poemas s&atilde;o, em sua maioria, dos parceiros Wol&ocirc;, Silvia Mendon&ccedil;a, St&ecirc;nio Marcius, Roberto Diamanso, Gl&aacute;ucia Carvalho, Claudio Martos e Isaias Oliveira. Exce&ccedil;&atilde;o: &ldquo;Olhos Bons&rdquo;, com parte da melodia de Glauber Pla&ccedil;a. &ldquo;C&acirc;ntico&rdquo; tem letra e m&uacute;sica de Silvestre Kuhlmann.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&ldquo;Ningu&eacute;m Mais Fala do Amor&rdquo;. Isaias Oliveira</p>
<p>Nestes tempos em que vemos o evangelho sendo pregado na R&aacute;dio e TV, cabe a reflex&atilde;o: Que evangelho &eacute; este? &Eacute; o de Cristo? &Eacute; o da Gra&ccedil;a? &Eacute; o evangelho que diz que o Amor &eacute; o cumprimento de toda a Lei?</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&ldquo;C&acirc;ntico&rdquo;. Silvestre Kuhlmann</p>
<p>Baseado no texto de Apocalipse 15:3-4.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&ldquo;Cultos&rdquo;. Wol&ocirc;</p>
<p>Um dos nossos precursores na busca da letra e m&uacute;sica nossa, brasileira, na proclama&ccedil;&atilde;o do evangelho, escreve, ele, um s&aacute;bio, que a nossa curta cultura n&atilde;o mata a sede de Vida. Nada que &eacute; criado &eacute; mais que o Criador.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&ldquo;Milagres&rdquo;. St&ecirc;nio Marcius e Silvestre Kuhlmann</p>
<p>Existem aqueles que n&atilde;o cr&ecirc;em em milagres, e aqueles que cr&ecirc;em que a vida &eacute; um milagre, a salva&ccedil;&atilde;o &eacute; um milagre, enfim, tudo &eacute; um milagre de Deus.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&ldquo;Ar da Gra&ccedil;a&rdquo;. Roberto Diamanso</p>
<p>Al&eacute;m da poesia escrita e falada tem a poesia praticada. Botar a m&atilde;o na massa (do p&atilde;o e do cimento), alimentar e acolher.&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&ldquo;Sua Vontade &eacute; Mist&eacute;rio&rdquo;. Claudio Martos e Silvestre Kuhlmann</p>
<p>Nesta m&uacute;sica a palavra mist&eacute;rio &eacute; repetida propositalmente. Deus &eacute; Mist&eacute;rio, n&atilde;o cabe no nosso entendimento. Jesus entre n&oacute;s &eacute; Mist&eacute;rio. Sua vontade &eacute; Mist&eacute;rio. Isso nos faz louva-Lo com temor e rever&ecirc;ncia.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&ldquo;Igreja&rdquo;. Roberto Diamanso e Silvestre Kuhlmann</p>
<p>A comunh&atilde;o entre nossos pares irm&atilde;os, atrav&eacute;s do nosso Irm&atilde;o Mais Velho, Cristo, que na igreja &eacute; lembrado ao partir do p&atilde;o, fala conosco, e est&aacute; entre n&oacute;s.&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&ldquo;Obra-Prima, Eu? Wol&ocirc;</p>
<p>Cada pessoa &eacute; um &ldquo;gesto desmassificador&rdquo;, obra-prima do Senhor.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&ldquo;Olhos Bons&rdquo;. Silvestre Kuhlmann</p>
<p>A Gra&ccedil;a nos faz enxergar com outros olhos. Por tr&aacute;s de tudo, vemos a m&atilde;o d&rsquo;Aquele que &eacute; ainda mais belo, e imaginou e criou o que vemos. E &eacute; bom pensar de forma infantil: Tudo o que foi criado existe pra me alegrar.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&ldquo;Esperan&ccedil;a&rdquo;. Silvia Mendon&ccedil;a</p>
<p>Silvia Mendon&ccedil;a &eacute;, pra mim, a compositora mais densa, com maior poder de s&iacute;ntese. Uma pequena frase acolhe a eternidade. &ldquo;N&atilde;o quero que o tempo pare nem passe. N&atilde;o quero o tempo. Quero a eternidade.&rdquo;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&ldquo;P&oacute;&rdquo;. Gl&aacute;ucia Carvalho</p>
<p>O pobre e o rico, o feio e o bonito, querendo ou n&atilde;o, ir&atilde;o se misturar ao p&oacute; da terra.&nbsp; Somos p&oacute;.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&ldquo;Ef&ecirc;mera&rdquo;. Isaias Oliveira</p>
<p>A brisa apaga o brilho ef&ecirc;mero da vela, inesperadamente. Ef&ecirc;mero &eacute; tudo o que brilha sem o brilho de Cristo.</p>
<p><a href="http://www.buenaonda.art.br/silvestre-kuhlmann-loja/">[clique aqui para comprar]</a></p>]]></content></entry><entry><title>O dia que não veio - Fabinho Silva</title><id>http://www.buenaonda.art.br/escritos/2009/6/18/o-dia-que-no-veio-fabinho-silva.html</id><link rel="alternate" type="text/html" href="http://www.buenaonda.art.br/escritos/2009/6/18/o-dia-que-no-veio-fabinho-silva.html"/><author><name>BuenaOnda</name></author><published>2009-06-18T12:09:54Z</published><updated>2009-06-18T12:09:54Z</updated><content type="html" xml:lang="pt-BR"><![CDATA[<p>Aquela mo&ccedil;a que levantou cedo e tomou uma garrafinha de iogurte light por desjejum, tinha uma inten&ccedil;&atilde;o t&atilde;o firme nos olhos que seria de crer imposs&iacute;vel demov&ecirc;-la.<br />Seu objetivo era mudar o mundo, nada mais. Levava consigo um livro, supostamente m&aacute;gico, cheio de press&aacute;gios certeiros pras pessoas.<br />Faltaria ao trabalho hoje, o que n&atilde;o era problema, afinal n&atilde;o teria mais necessidade de emprego amanh&atilde;.<br />Mas na rua, ainda no meio-escuro da manh&atilde;, andou um bocado e n&atilde;o encontrou ningu&eacute;m. Nem carros nem &ocirc;nibus, nada de gente. Estavam todos ainda dentro de casa, sup&ocirc;s, pois as luzes das casas estavam acesas.<br />Espiou uma janelinha dum sobrado ali perto, e viu toda uma fam&iacute;lia reunida em frente &agrave; televis&atilde;o. No sobrado vizinho, havia um casal de idosos, tamb&eacute;m na frente da TV. E, por todo o bairro, todos miravam a telinha com a express&atilde;o mais s&eacute;ria do mundo. <br />Ainda faltavam quinze minutos para as seis da manh&atilde;. A mo&ccedil;a chamou &agrave; porta dos idosos:<br />- Bom dia... posso falar com a senhora?<br />- Minha filha, que voc&ecirc; est&aacute; fazendo a&iacute; fora? Perdeu o ju&iacute;zo?<br />- Aham, senhora... est&aacute; uma manh&atilde; t&atilde;o agrad&aacute;vel, estou dando uma caminhada... mas parece que &eacute; s&oacute; eu, n&atilde;o? Todo mundo vendo TV...<br />- Ent&atilde;o voc&ecirc; n&atilde;o est&aacute; sabendo?<br />- Do qu&ecirc;?<br />- Da transmiss&atilde;o.<br />- H&atilde;...n&atilde;o...<br />- Vai ser &agrave;s 6:00h. Ningu&eacute;m deveria sair de casa. Deu no jornal ontem! Voc&ecirc; n&atilde;o viu? Onde anda a cabe&ccedil;a desses jovens, meu Deus.<br />- Nos &uacute;ltimos dias estive ocupada lendo este livro aqui, ali&aacute;s maravilhoso, que nem lembrei de ligar a TV...<br />- Pois n&atilde;o deveria ter perdido tempo com isso... a vida real est&aacute; aqui na TV, filha... venha, entre, pelo amor de Deus...<br />A mo&ccedil;a entrou. Na tela, a imagem fixa num ponto do c&eacute;u. Um contador regressivo mostrava o tempo restante para seis da manh&atilde;. Uma voz comentava algo sobre uma reuni&atilde;o de l&iacute;deres mundias.<br />- O que vai acontecer &agrave;s seis da manh&atilde;? - perguntou, afinal.<br />A idosa suspirou, um ar desolado:<br />- Anunciaram o fim do mundo, filha. Disseram que vai cair uma coisa a&iacute; do c&eacute;u, e n&atilde;o vai sobrar nada. O que era mesmo, Ant&ocirc;nio?<br />O idoso resmungou algo que ela n&atilde;o entendeu. Na TV, apareceu a logomarca de um famoso Banco.<br />- Mas, assim, de uma hora pra outra? At&eacute; ontem, tudo parecia t&atilde;o bem.<br />- Ah, n&atilde;o tava assim t&atilde;o bem n&atilde;o, filha... a TV tava mostrando tudo, tudo. A coisa tava feia, dava todo dia no jornal. Mais cedo ou tarde, isso ia acabar acontecendo. Olha l&aacute;! a banda da Ivete vai come&ccedil;ar a tocar a m&uacute;sica do fim do mundo.<br />- Senhora... se vai acabar mesmo, ent&atilde;o por que n&atilde;o sa&iacute;mos e aproveitemos o &uacute;ltimo nascer do sol?<br />Ela disse isso, mas notou que os idosos j&aacute; n&atilde;o a ouviam mais. A televis&atilde;o dizia que o mundo ia acabar, e ia transmitir ao vivo, patroc&iacute;nio da coca-cola, com 45 c&acirc;meras exclusivas que pegariam o melhor &acirc;ngulo do fim. Fixos na tela, seus olhos foram iluminados por um brilho intenso. Ela olhou pra rua, e ainda estava escuro. Eram seis em ponto.<br />E esse foi o fim: o brilho da tela da TV roubou a vida dos olhos das pessoas, restando apenas seus corpos secos sentados nos v&aacute;rios sof&aacute;s das muitas casas. L&aacute; fora, nascia o sol, devagar, vermelho, lindo como nunca.<br />Saindo pra rua ela encontrou outros alienados com seus livros em baixo do bra&ccedil;o. Pessoas muito vivas, por sinal. Homens, mulheres, jovens, idosos, crian&ccedil;as, limpos e sujos, feios e bonitos. Pois o fim do mundo, quando veio, n&atilde;o veio para todos.</p>
<p>&nbsp;</p>]]></content></entry><entry><title>Crônicas de um pescador Ensinos do velho do mar - Tuta Moraes</title><id>http://www.buenaonda.art.br/escritos/2009/6/1/cronicas-de-um-pescador-ensinos-do-velho-do-mar-tuta-moraes.html</id><link rel="alternate" type="text/html" href="http://www.buenaonda.art.br/escritos/2009/6/1/cronicas-de-um-pescador-ensinos-do-velho-do-mar-tuta-moraes.html"/><author><name>BuenaOnda</name></author><published>2009-06-01T15:16:16Z</published><updated>2009-06-01T15:16:16Z</updated><content type="html" xml:lang="pt-BR"><![CDATA[<p>Ainda &eacute; alta madrugada, quando o velho do mar se levanta, apanha sua cafeteira, que ser&aacute; sua companheira at&eacute; quando voltar. Ele olha pela janela e v&ecirc; que as estrelas ainda est&atilde;o l&aacute;, anunciando que o tempo &eacute; de calmaria, e que ele pode se preparar, para muito pescado matar.</p>
<p>Ele coloca sua roupa de borracha, sua botina, seu bon&eacute;, d&aacute; um cheiro na velha companheira, que juntos j&aacute; tomaram um aparadinho bem quentinho, e vai ladeira abaixo, em dire&ccedil;&atilde;o &agrave; praia, lugar onde ele mais gosta de ficar.</p>
<p>L&aacute; ele se encontra com outro pescador, um velho amigo do mar, e juntos se lembram de quando come&ccedil;aram a pescar. Eram ainda jovens, queriam mesmo era passear e prosear, incomodavam um bocado, mas pegaram gosto pela coisa, e logo se tornaram amantes do mar.</p>
<p>Lembraram de uma vez quando, de repente, o morro roncou e o vento nordeste chegou, trazendo consigo muita neblina e muito frio, al&eacute;m de marolas nervosas que causavam arrepio. Lembraram das palavras dos mestres que sempre diziam &ndash; com o mar n&atilde;o se pode brincar, tem mais &eacute; que respeitar, se n&atilde;o quiser naufragar &ndash; li&ccedil;&atilde;o que aprenderam e gostavam de contar.</p>
<p>Quando era jovem e indeciso, at&eacute; tentou outra profiss&atilde;o, mas logo percebeu que o mar era o seu lugar, e para l&aacute; ele voltou, e, depois de tantos anos, s&oacute; sa&iacute;a se n&atilde;o tivesse outro jeito, e mesmo assim ia resmungando aquele velho mestre do mar.</p>
<p>Agora, depois de tanto tempo, at&eacute; alguns de seus netos tamb&eacute;m s&atilde;o pescadores, alguns embarcados em algum barco industrial, outros na pesca artesanal. De pai para filho, chega &agrave; quarta gera&ccedil;&atilde;o, isso &eacute; motivo de orgulho para o velho s&aacute;bio do mar.</p>
<p>Nunca se esqueceu do que aprendeu, e ensina seus filhos e netos, pois, apesar de muitas mudan&ccedil;as ocorridas nas embarca&ccedil;&otilde;es, ao longo dos anos, ele bem sabe que o mais importante de tudo &eacute;, e sempre ser&aacute;, respeitar as regras do mar, e isso ele aprendeu, e n&atilde;o deixa de ensinar todos os dias a todos os jovens aprendizes do mar.</p>
<p><strong>&ldquo;Ensina a crian&ccedil;a no caminho em que deve andar, e ainda quando for velho n&atilde;o se desviar&aacute; dele.&rdquo; Prov&eacute;rbios 22:6</strong></p>
<p>&nbsp;</p>]]></content></entry><entry><title>PAPO NO BOTEQUIM CELESTE - Isaias de Oliveira</title><id>http://www.buenaonda.art.br/escritos/2009/6/1/papo-no-botequim-celeste-isaias-de-oliveira.html</id><link rel="alternate" type="text/html" href="http://www.buenaonda.art.br/escritos/2009/6/1/papo-no-botequim-celeste-isaias-de-oliveira.html"/><author><name>BuenaOnda</name></author><published>2009-06-01T15:13:54Z</published><updated>2009-06-01T15:13:54Z</updated><content type="html" xml:lang="pt-BR"><![CDATA[<p>PAPO NO BOTEQUIM CELESTE ou O DIA EM QUE S&Eacute;RGIO PIMENTA CHEGOU NO C&Eacute;U</p>
<p>Aquele parecia ser apenas mais um dia tranq&uuml;ilo em terras celestiais. Quem corresse os olhos pelo lugar, veria Abra&atilde;o, Paulo e Jeremias conversando animadamente enquanto praticavam o cooper matinal ou Mois&eacute;s narrando pela mil&eacute;sima vez, a um grupo de rec&eacute;m chegados, toda a epop&eacute;ia da travessia do Mar Vermelho.</p>
<p>J&aacute; no barzinho da Academia de Poetas Celestes, a anima&ccedil;&atilde;o corria solta enquanto nas caixas de som rolavam m&uacute;sicas do disco de Vento em Popa. Contrastando com a tranq&uuml;ilidade das m&uacute;sicas, uma angelical gar&ccedil;onete transitava apressada entre as mesas carregando bandejas de papos de anjo, past&eacute;is de santa clara e outras iguarias divinas. Numa mesa um pouco mais afastada, dois homens conversavam calma, serena e tranq&uuml;ilamente enquanto beliscavam toucinhos do c&eacute;u: eram Janires e Jairinho.</p>
<p>A conversa seguia o rumo de uma nova parceria musical quando a gar&ccedil;onete se aproximou com ares de novidade. Depositou a bandeja vazia na mesa e curvou-se antes de dar a not&iacute;cia.</p>
<ul>
<li>- Voc&ecirc;s j&aacute; sabem quem chegou na &aacute;rea? &ndash; sem esperar resposta, a gar&ccedil;onete foi logo dizendo &ndash; S&eacute;rgio Pimenta.</li>
<li>- S&eacute;rgio Pimenta? - perguntou Janires dando um salto da cadeira.</li>
<li>- Nosso poeta maior? &ndash; diz Jairinho imitando o gesto de Janires</li>
<li>- Voc&ecirc; tem certeza, irm&atilde;? &ndash; indaga Janires ainda perplexo. </li>
<li>- Acabei de cruzar com ele nos corredores &ndash; confirma a gar&ccedil;onete meio alvoro&ccedil;ada &ndash; n&atilde;o foi ningu&eacute;m que me contou n&atilde;o, eu vi. </li>
<li>- Que coisa, rapaz &ndash; comentou Jairinho deixando-se cair na cadeira &ndash; mo&ccedil;o t&atilde;o novo... </li>
<li>- &Eacute; n&oacute;is n&atilde;o era? &ndash; emendou Janires meio gaiato, depois, completou um pouco mais s&eacute;rio e sentando-se. &ndash; Cara, n&atilde;o sei se choro ou dou risada. P&ocirc;, Jairinho, o cara n&atilde;o est&aacute; mais na terra... vai ficar com a gente, agora... Maneiro. </li>
<li>- Traz ele pra c&aacute; &ndash; pede Jairinho j&aacute; puxando uma outra cadeira pra junto da mesa.</li>
<li>- E j&aacute; diz pra ele trazer um viol&atilde;o &ndash; completa Janires. </li>
<li>- Assim que ele terminar de preencher as papeladas l&aacute; no escrit&oacute;rio &ndash; diz a gar&ccedil;onete enquanto recolhia com destreza pratos e ta&ccedil;as que estavam sobre a mesa.</li>
<li>- Santa burocracia &ndash; comenta Janires sem esconder o sorriso. </li>
</ul>
<ul>
<li>Minutos depois a sol&iacute;cita gar&ccedil;onete chega trazendo o novo h&oacute;spede que &eacute; recebido calorosamente pelos dois. Depois das apresenta&ccedil;&otilde;es formais e abra&ccedil;os os tr&ecirc;s sentam-se &agrave; mesa. A gar&ccedil;onete chega logo em seguida com a bandeja cheia e abastece a mesa com fartura. </li>
</ul>
<ul>
<li>- &Eacute; sempre assim, por aqui? - pergunta Pimenta com a inconfund&iacute;vel voz grave e o sorriso largo iluminando a face. </li>
<li>- N&atilde;o &ndash; explica, Jairinho &ndash; s&oacute; quando chegam as celebridades. Os tr&ecirc;s caem na risada dando uma id&eacute;ia de como seria a conviv&ecirc;ncia entre eles. </li>
<li>- Ent&atilde;o, irm&atilde;o, me conta como est&atilde;o as coisas l&aacute; embaixo &ndash; perguntou Janires tocando levemente o bra&ccedil;o de Pimenta.</li>
<li>- N&atilde;o mudou muito desde que voc&ecirc;s chegaram aqui, n&atilde;o &ndash; respondeu - tem muita gente achando que est&aacute; fazendo m&uacute;sica, outras mais preocupadas com grana, prestigio, sucesso e tem aquela turminha de sempre, pequena, lutando com disposi&ccedil;&atilde;o para que a m&uacute;sica crist&atilde; n&atilde;o caia totalmente na mesmice. </li>
<li>- &Eacute;, ent&atilde;o n&atilde;o mudou muita coisa mesmo... &ndash; ponderou Jairinho &ndash; &eacute; porisso que eu estava pensando numa coisa, voc&ecirc; vai fazer uma falta danada l&aacute; embaixo...</li>
<li>- Vou n&atilde;o, Jairinho, ficou muita gente boa por l&aacute;. Tem o Jo&atilde;o Alexandre, o Jorge Camargo, Rehder, Bomilcar, Guilherme, Gerson Ortega, Josu&eacute; Rodrigues, enfim... </li>
<li>- At&eacute; a&iacute; voc&ecirc; tem raz&atilde;o, mas minha preocupa&ccedil;&atilde;o, Pimenta, &eacute; com o futuro &ndash; diz Janires cofiando a barba e meio introspectivo &ndash; com o futuro... Quem vai trilhar os teus passos? Esse lance dos grandes esquemas de gravadoras, super produ&ccedil;&otilde;es, da grana, da vaidade acima dos interesses do Reino vai acabar complicando tudo. O que t&uacute; acha?</li>
<li>- Janires &ndash; come&ccedil;ou Pimenta enquanto se ajeitava melhor na cadeira &ndash; quando eu estava vindo pra c&aacute; esta preocupa&ccedil;&atilde;o bateu forte em mim tamb&eacute;m. Afinal de contas esses caras todos que citei j&aacute; n&atilde;o s&atilde;o mais crian&ccedil;as. Mas a&iacute; lembrei de uma noite em que resolvi ir a uma igreja no sub&uacute;rbio do Rio. Lugar pobre, meio esquecido. Fui pra assistir mesmo, n&atilde;o ia cantar. E l&aacute;, cara, conheci um mo&ccedil;o, quase menino, que cantou sozinho com um viol&atilde;o at&eacute; meio detonado. A m&uacute;sica daquele menino, que me pareceu muito t&iacute;mido, me tocou tanto, passou tanta verdade, tanta poesia... dava pra sentir claramente que a gra&ccedil;a de Deus estava sobre a vida dele, entende? Cada m&uacute;sica linda que ele comp&otilde;e... sa&iacute; de l&aacute; sem poder conter as l&aacute;grimas. </li>
<li>- S&eacute;rio, v&eacute;lho? &ndash; questionou Janires se aproximando ainda mais de Pimenta. &ndash; Conta mais.</li>
<li>- Pois &eacute;, rapaz &ndash; continuou Pimenta &ndash; meio de longe continuei acompanhando os passos do mo&ccedil;o e as noticias que me traziam eram as melhores poss&iacute;veis. Ele &eacute; crist&atilde;o desde garoto, &eacute; s&eacute;rio, comprometido com o reino mesmo. At&eacute; acho que ele foi tocado pela tua m&uacute;sica, Janires, teus r&iacute;tmos, tua descontra&ccedil;&atilde;o. O menino l&aacute; &eacute; cheio de brasilidade. </li>
<li>- Ent&atilde;o puxou pra t&uacute;, tamb&eacute;m, irm&atilde;o &ndash; complementou de primeira Janires dando uma sonora gargalhada. </li>
<li>- &Eacute;, pode ser &ndash; pensou Pimenta. O que eu sei &eacute; que v&ecirc;-lo e ouvi-lo cantar, com toda sua simplicidade, humildade, poesia e talento me encheu de esperan&ccedil;as. </li>
<li>- Me diz uma coisa, Pimenta &ndash; questionou Jairinho &ndash; &Eacute; como &eacute; o nome do mo&ccedil;o?</li>
<li>- O nome dele &eacute; Gerson Borges, carioca como eu, nascido no sub&uacute;rbio. </li>
<li>- Tem som at&eacute; no nome &ndash; brincou Janires &ndash; j&aacute; &eacute; um bom come&ccedil;o. </li>
</ul>
<ul>
<li>S&eacute;rgio Pimenta riu com gosto, depois sorveu com prazer o &uacute;ltimo gole que restava na ta&ccedil;a e conclui. </li>
</ul>
<p>- E isso n&atilde;o &eacute; tudo, depois, conversando com amigos, fiquei sabendo de outros caras t&atilde;o jovens quanto ele que estavam come&ccedil;ando a despontar aqui e ali. Caras com o mesmo talento do menino que eu conhecera. Me falaram de um tal de Silvestre em S&atilde;o Paulo, uma dupla de meninas que cantavam muito, C&iacute;ntia e Silvia, se n&atilde;o me engano, um rapaz chamado Tiago, de Campinas, uns caras do Nordeste, Diamanso e Carlinhos Veiga, um poeta chamado St&ecirc;nio...</p>
<p>- N&atilde;o diga, rapaz &ndash; diz um espantado e feliz Jayrinho.</p>
<p>- Toda semana ouvia um nome novo: Glauber, Priscila, Jonas, Fabinho, Gladyr, tinha at&eacute; um argentino fazendo m&uacute;sica brasileira com compet&ecirc;ncia, n&atilde;o me lembro o nome dele... Cl&aacute;udio!!, lembrei.</p>
<p>Janires, a esta altura estava de p&eacute;, visivelmente emocionado e j&aacute; havia enchido as ta&ccedil;as novamente. Depois de servir Pimenta e Jayrinho, ergueu sua ta&ccedil;a na dire&ccedil;&atilde;o dos amigos como que propondo um brinde.</p>
<p>- Voc&ecirc; n&atilde;o sabe o quanto me alegra ouvir isto, Pimenta. Tuas noticias me encheram de esperan&ccedil;a. Que Deus levante, a cada dia, gente em todos os cantos desse nosso Brasil sofrido. Gente cheia de gra&ccedil;a e talento, que coloque Seu reino acima de todas as coisas. Que vivam pra servir ao Mestre das Can&ccedil;&otilde;es, se servindo dos nossos mais variados ritmos e sons.</p>
<p style="text-align: justify;">- Falou bonito, mo&ccedil;o &ndash; diz Pimenta enxugando os olhos marejados na manga da camisa.</p>
<p style="text-align: justify;">- Falou tudo &ndash; completa Jayrinho</p>
<p style="text-align: justify;">Os tr&ecirc;s brindam, bebem, sentam-se e continuam o papo que tinha tudo pra durar uma eternidade.</p>
<p>&nbsp;</p>]]></content></entry><entry><title>Música e comportamento (parte 3) - Jonas Souza</title><id>http://www.buenaonda.art.br/escritos/2009/6/1/musica-e-comportamento-parte-3-jonas-souza.html</id><link rel="alternate" type="text/html" href="http://www.buenaonda.art.br/escritos/2009/6/1/musica-e-comportamento-parte-3-jonas-souza.html"/><author><name>BuenaOnda</name></author><published>2009-06-01T15:12:22Z</published><updated>2009-06-01T15:12:22Z</updated><content type="html" xml:lang="pt-BR"><![CDATA[<p>Dando seq&uuml;&ecirc;ncia ao nosso exerc&iacute;cio de reflex&atilde;o, cabe agora discorrer sobre o que a m&uacute;sica &eacute;. Quando comecei a pensar sobre isso, me veio &agrave; mente a seguinte express&atilde;o: Cantar &eacute; f&aacute;cil; dif&iacute;cil &eacute; ressignificar.</p>
<p>O termo ressignificar, que eu empresto do meu amigo Davi Juli&atilde;o, atende bem ao nosso assunto, &agrave; medida em que analisamos o minist&eacute;rio das pessoas que trabalham com m&uacute;sica na igreja.</p>
<p>A necessidade de se trabalhar com c&acirc;nticos de f&aacute;cil aprendizado, que sejam acess&iacute;veis &agrave; congrega&ccedil;&atilde;o, pode fazer com que os m&uacute;sicos e cantores eventualmente se sintam &ldquo;enjoados&rdquo; de executar coisas repetidas, elementares, e por vezes at&eacute; clich&ecirc;s, principalmente quando h&aacute; v&aacute;rias igrejas reunidas, e os c&acirc;nticos t&ecirc;m que ser familiares a todos. &Eacute; a&iacute; que se apela para os cl&aacute;ssicos. A verdade &eacute; que, de qualquer forma, na responsabilidade de servir a igreja, executamos o que Deus realmente p&otilde;e no repert&oacute;rio.</p>
<p>Mas h&aacute; outra quest&atilde;o dentro disso: mesmo os c&acirc;nticos novos, por serem f&aacute;ceis, ficam comuns em pouco tempo. A pr&oacute;pria igreja pode ser v&iacute;tima desta problem&aacute;tica, porque de uma certa forma, ela tem a letra na ponta da l&iacute;ngua, os gestos, h&aacute; quem abra vozes, e de uma forma geral, &eacute; tudo muito previs&iacute;vel.</p>
<p>Quero dizer com tudo isso, que esta &eacute; uma quest&atilde;o s&eacute;ria, mas n&atilde;o insol&uacute;vel. &Eacute; preciso ressignificar a maneira como tratamos as m&uacute;sicas. Eu proponho tr&ecirc;s frentes:</p>
<p>Ressignificar os arranjos &ndash; H&aacute; hinos e c&acirc;nticos valiosos no cancioneiro evang&eacute;lico, mas muitos deles foram postos de lado por pura falta de se pensar numa roupagem contempor&acirc;nea, que seja agrad&aacute;vel e rejuvenes&ccedil;a o c&acirc;ntico. E h&aacute; tantos outros que podem ser salvos da extin&ccedil;&atilde;o, atrav&eacute;s deste simples procedimento. Por&eacute;m deve-se ter o bom senso de produzir arranjos elegantes e adequados &agrave; congrega&ccedil;&atilde;o local.</p>
<p>Ressignificar o conceito de minist&eacute;rio &ndash; N&atilde;o &eacute; toda congrega&ccedil;&atilde;o que tem m&uacute;sicos em quantidade e preparados para conceber e executar arranjos criativos, algumas n&atilde;o t&ecirc;m sequer um m&uacute;sico; ent&atilde;o o que fazer? Realmente, o arranjo &eacute; um aspecto pr&aacute;tico do que, havendo possibilidade, &eacute; vi&aacute;vel por em pr&aacute;tica, mas temos que ter em mente, que mais do que arranjos, o minist&eacute;rio musical da igreja tem como fun&ccedil;&atilde;o, auxiliar a igreja em seu culto a Deus. Ressignificar o minist&eacute;rio &eacute; mudar a maneira como eu encaro aquele hino simples, que a igreja se sente t&atilde;o bem cantando, que eu acabo tocando com a maior alegria. Tamb&eacute;m quer dizer que, quem vai ensinar um hino novo, vai ter mais amor ao faz&ecirc;-lo, assim a igreja vai assimilar mais f&aacute;cil. O minist&eacute;rio musical faz parte da igreja, tem que interagir com ela.</p>
<p>Ressignificar as declara&ccedil;&otilde;es que fazemos quando cantamos &ndash; Isso &eacute; o principal, para a igreja e para os m&uacute;sicos, ningu&eacute;m escapa. Em Isa&iacute;as 55:11 aprendemos que a palavra de Deus n&atilde;o volta vazia; e domingo ap&oacute;s domingo cantamos trechos desta palavra e poesias inspiradas nela. Por&eacute;m, assim como nossa vida crist&atilde; pode ficar estagnada pelo desencanto da rotina, n&oacute;s, de uma hora para a outra, corremos o risco de banalizar a espiritualidade e a import&acirc;ncia de alguns c&acirc;nticos, pois alguns deles j&aacute; n&atilde;o t&ecirc;m para n&oacute;s nenhuma novidade. Nesse ponto, nosso pr&oacute;prio culto fica comprometido. Nosso canto n&atilde;o &eacute; apenas a emiss&atilde;o de palavras em forma de melodia, mas a tradu&ccedil;&atilde;o de sentimentos e anseios do nosso cora&ccedil;&atilde;o, para uma linguagem musical, que em seguida &eacute; direcionada a Deus.</p>
<p>N&atilde;o d&aacute; para tratar isso como se fosse uma coisa qualquer. As can&ccedil;&otilde;es, novas ou antigas, ganham o sentido da mensagem que foi ou vai ser pregada, v&ecirc;m a completar o que Deus prop&otilde;e como tema para tratar em cada culto, e adquirem nova nuance conforme s&atilde;o cantadas com o cora&ccedil;&atilde;o grato a Deus. A partir da&iacute; podemos come&ccedil;ar a entender o que a m&uacute;sica &eacute;.</p>
<p>N&atilde;o vamos apenas cantar. As coisa velhas j&aacute; passaram; tudo se fez novo. Ressignificar, &eacute; recorrer ao mesmo terreno, para recolher a cada dia, um man&aacute; novo.</p>]]></content></entry><entry><title>Música e comportamento (parte 2) - Jonas Souza</title><id>http://www.buenaonda.art.br/escritos/2009/6/1/musica-e-comportamento-parte-2-jonas-souza.html</id><link rel="alternate" type="text/html" href="http://www.buenaonda.art.br/escritos/2009/6/1/musica-e-comportamento-parte-2-jonas-souza.html"/><author><name>BuenaOnda</name></author><published>2009-06-01T15:11:01Z</published><updated>2009-06-01T15:11:01Z</updated><content type="html" xml:lang="pt-BR"><![CDATA[<p>Vamos continuar tratando sobre m&uacute;sica, n&atilde;o com a pretens&atilde;o de elaborar uma enciclop&eacute;dia t&eacute;cnica, mas lan&ccedil;ando temas para nossa medita&ccedil;&atilde;o, sem pressa de alguma conclus&atilde;o que feche o assunto (mesmo por que, &eacute; imposs&iacute;vel). Aceitem meu convite para &ldquo;viajar&rdquo; a respeito de nossa ferramenta de trabalho.</p>
<p>A m&uacute;sica provavelmente seja o elemento mais intrigante e misterioso com que temos contato. &Eacute; ao mesmo tempo energia, ci&ecirc;ncia, c&aacute;lculo, brincadeira, necessidade, espiritualidade, t&eacute;cnica, distra&ccedil;&atilde;o, paix&atilde;o, e v&aacute;rias outras qualidades, caracter&iacute;sticas t&eacute;cnicas e sentimentais que passeiam imperceptivelmente entre o concreto e o abstrato, entre o tang&iacute;vel e o invis&iacute;vel. A m&uacute;sica, na qualidade de arte de domar os sons, existe antes de n&oacute;s, e continuar&aacute; existindo conosco.</p>
<p>Vale portanto, perguntar: para que serve a m&uacute;sica? Numa an&aacute;lise geral, a m&uacute;sica &eacute; necess&aacute;ria, est&aacute; em todos os nossos momentos, e quer admitamos, quer n&atilde;o, numa maior ou menor propor&ccedil;&atilde;o, n&atilde;o h&aacute; quem passe sem ela, n&atilde;o h&aacute; quem consiga fugir dela.</p>
<p>Fechando o foco agora, diretamente no contexto de igreja crist&atilde; protestante, podemos refletir, a princ&iacute;pio, o que a m&uacute;sica n&atilde;o &eacute;.</p>
<p>Vou tra&ccedil;ar um paralelo: a m&uacute;sica tem sido usada em algumas reuni&otilde;es assim como um sino, que no acampamento chama as pessoas para o almo&ccedil;o. &Eacute; interessante como nos acostumamos a chegar deliberadamente atrasados nos cultos, dando a desculpa a n&oacute;s mesmos de que perdemos &ldquo;s&oacute; o louvor&rdquo;. Isso, a meu ver, &eacute; t&atilde;o grave quanto participar do per&iacute;odo musical e ir embora na hora da prega&ccedil;&atilde;o; tem o mesmo peso. A m&uacute;sica n&atilde;o &eacute; um momento anterior, desmembrado do culto. Na verdade, quando se toca um prel&uacute;dio, ou no entoar dos c&acirc;nticos, o culto j&aacute; come&ccedil;ou; todos os momentos do culto s&atilde;o importantes e &uacute;nicos, se n&atilde;o, estaremos prestando meio culto.</p>
<p>Deve-se evitar o extremo de subestimar a m&uacute;sica. Em minha limitada opini&atilde;o, ela &eacute; minist&eacute;rio sim, e deve ser tratada como tal.</p>
<p>O outro extremo estranho e perigoso &eacute; a supervaloriza&ccedil;&atilde;o da m&uacute;sica, e eu, mesmo sendo m&uacute;sico, sinto-me &agrave; vontade para discorrer sobre isso. Sen&atilde;o vejamos: Com o progresso, a facilidade relativa de aquisi&ccedil;&atilde;o de instrumentos, e o acesso &agrave; informa&ccedil;&atilde;o e &agrave; forma&ccedil;&atilde;o musical, tivemos nos &uacute;ltimos tempos uma ascens&atilde;o na qualidade dos m&uacute;sicos das igrejas. N&atilde;o &eacute; novidade para ningu&eacute;m que o dom musical pode levar ao orgulho, e como minist&eacute;rio de destaque, pode ser, em contraponto ao exemplo anterior, supervalorizado, superfaturado, e &ldquo;superestrelado&rdquo;, por assim dizer.</p>
<p>H&aacute; tamb&eacute;m quem afirme que a adora&ccedil;&atilde;o como forma de express&atilde;o vai revolucionar a igreja crist&atilde;, e a m&uacute;sica &eacute; o ve&iacute;culo pelo qual esta adora&ccedil;&atilde;o se manisfesta, e neste caso, ela teria um papel superdimensionado, estando numa categoria acima da prega&ccedil;&atilde;o, ali&aacute;s, a prega&ccedil;&atilde;o neste caso j&aacute; seria dilu&iacute;da dentro do momento musical.</p>
<p>Eu, pessoalmente, creio que a renova&ccedil;&atilde;o da igreja dependa mais de atitudes internas, toler&acirc;ncia, servi&ccedil;o social e recupera&ccedil;&atilde;o de valores crist&atilde;os abandonados, que n&atilde;o t&ecirc;m necessariamente muito a ver com m&uacute;sica, nem com forma externa de culto, mas que se aplicados, podem melhorar sensivelmente nossa rela&ccedil;&atilde;o de sinceridade com todos os aspectos da vida crist&atilde;.</p>
<p>&Eacute; preciso deixar a m&uacute;sica ser exatamente o que ela &eacute;. Mas o que ela &eacute;, ou deveria ser, de &agrave; luz da nossa realidade crist&atilde;? Vamos refletir sobre isso nos pr&oacute;ximos artigos ...</p>
<p>At&eacute; mais.</p>
<p>&nbsp;</p>]]></content></entry><entry><title>Música e comportamento (parte 1) - Jonas Souza</title><id>http://www.buenaonda.art.br/escritos/2009/6/1/musica-e-comportamento-parte-1-jonas-souza.html</id><link rel="alternate" type="text/html" href="http://www.buenaonda.art.br/escritos/2009/6/1/musica-e-comportamento-parte-1-jonas-souza.html"/><author><name>BuenaOnda</name></author><published>2009-06-01T15:09:04Z</published><updated>2009-06-01T15:09:04Z</updated><content type="html" xml:lang="pt-BR"><![CDATA[<p>Essa s&eacute;rie de reflex&otilde;es tem o objetivo de auxiliar, propor suporte, ou ainda contribuir com aqueles que trabalham com m&uacute;sica, ou apenas t&ecirc;m interesse por ela, uma vez que o assunto m&uacute;sica &eacute; de interesse geral, e quer queiramos ou n&atilde;o, faz parte da nossa vida &Eacute; direcionada especialmente aos ministros de m&uacute;sica, com assuntos referentes &agrave;s suas atua&ccedil;&otilde;es na totalidade de seus minist&eacute;rios; sejam eles, l&iacute;deres de &ldquo;louvor&rdquo;, back vocals, instrumentistas, dan&ccedil;arinas(os), coristas, rappers, e qualquer outro t&iacute;tulo que exista ou venha a existir neste nosso universo de servi&ccedil;o musical dentro das igrejas.</p>
<p>Em primeiro lugar: Por que m&uacute;sica? Qual o sentido de ficar batendo com um &ldquo;pauzinho&rdquo; num tambor por horas? Ou ficar tocando aquela guitarra barulhenta??? Por&eacute;m, principalmente para quem trabalha com m&uacute;sica, essas perguntas equivalem a dizer &ldquo;Por que comer?&ldquo;.</p>
<p>A verdade &eacute; que, assim como n&atilde;o d&aacute; para tirar a fun&ccedil;&atilde;o do paladar e a necessidade de comer, das nossas vidas, tamb&eacute;m n&atilde;o d&aacute; para deixar de ouvir, pois os sons nos informam o que se passa &agrave; nossa volta. Portanto, podemos dizer que o servi&ccedil;o que a culin&aacute;ria presta, tornando a necessidade de comer, um ato prazeroso, a m&uacute;sica presta tamb&eacute;m &agrave; fun&ccedil;&atilde;o do ouvir, ao passo que ordena os ingredientes sonoros para que eles se tornem mais &ldquo;diger&iacute;veis&rdquo;, e n&atilde;o somente barulhos. Como apreciador das duas &aacute;reas &ndash; m&uacute;sica e culin&aacute;ria &ndash; sinto-me muito &agrave; vontade nesta explana&ccedil;&atilde;o.</p>
<p>Isso nos leva a refletir nosso papel como ministros, servidores da &aacute;rea musical, e nos leva a concluir temos que nos imbuir dessa responsabilidade.</p>
<p>Transportemo-nos para o ambiente da multiplica&ccedil;&atilde;o dos p&atilde;es (Mateus 14: 13 a 21), este texto t&atilde;o conhecido nosso (ao menos, devia ser). Os disc&iacute;pulos v&ecirc;m trazer uma situa&ccedil;&atilde;o, ao Mestre. A multid&atilde;o estava com fome. Jesus lhes diz: &ldquo;N&atilde;o os despe&ccedil;ais, mais dai-lhes v&oacute;s mesmos de comer. Isso nos pega de cal&ccedil;a curta. Eu sou o disc&iacute;pulo, Jesus vai fazer o milagre coletivo, mas conta comigo para ministrar a quem necessita, o resultado desse milagre.</p>
<p>Pois bem, Deus opera cura, reconcilia&ccedil;&atilde;o, convers&atilde;o, e um refrig&eacute;rio no meio de seu povo, mas os ministradores t&ecirc;m que estar prontos para servir, servir bem, servir com alegria, agradando assim a Deus e dando apoio ao seu pr&oacute;ximo naquilo que &eacute; necess&aacute;rio.</p>
<p>O termo que pode resumir essa e as pr&oacute;ximas edi&ccedil;&otilde;es da nossa conversa &eacute; &ldquo;servi&ccedil;o&rdquo;, naquele sentido de &ldquo;eis-me aqui&rdquo;.</p>
<p>Deus nos chama hoje para &ldquo;servir&rdquo; a seu alimento; alguns servem em forma de palavra, outros em forma de assist&ecirc;ncia social, e outros como em nosso caso, em forma de m&uacute;sica. Cabe ent&atilde;o aos m&uacute;sicos, fazer com que esse prato de Deus, enfeitado com notas, acordes e pulsa&ccedil;&otilde;es r&iacute;tmicas, chegue quentinho e saboroso ao &ldquo;paladar&rdquo; sonoro de seus destinat&aacute;rios.</p>
<p>At&eacute; breve, No amor de Deus, Jonas Souza</p>
<p>&nbsp;</p>]]></content></entry></feed>
